Ambulâncias do Samu estão paradas há dois anos em Assis, SP ‎

As ambulâncias do Samu na cidade de Assis, no interior de São Paulo, estão paradas há dois anos em galpão da prefeitura. O projeto para implantar uma central de atendimento do Samu na cidade foi aprovado em 2009. Governos Federal e Estadual ofereceram as ambulâncias equipadas para atender 13 cidades. Os custos para manter o serviço ficariam a cargo das prefeituras, mas elas não estão entrando em um acordo.

“O Governo Federal repassa 25% do valor para esse serviço. O Estado repassa outros 25%. E somente 50% fica a cargo do município. Porém temos casos de cidades que chegam a pagar 75%. Se não houver um consenso entre prefeito, secretários e os municipios para a operação regional desse serviço, ele não será colocado em prática para a população de forma eficiente”, comenta o assessor de imprensa da prefeitura de Assis, Ivan Décio Serra.

Para cada ambulância são necessários um motorista, um enfermeiro e um médico. A equipe precisa ainda de atendentes 24 horas para receber e repassar os chamados. O custo para manter uma central do Samu como a que deve ser implantada em Assis, ficam em torno de R$ 1 milhão e 800 mil reais por mês.





A falta de dinheiro para colocar ambulâncias para rodar, é um problema enfrentado por várias cidades da região. Palmital, tarumã e Paraguaçu Paulista são exemplos. As cidades receberam, há quase dois anos, uma ambulância cada. Só que até agora as unidades de atendimento móvel estão paradas, expostas ao sol e chuva.

Em Assis, enquanto a central reguladora do Samu não for implantada, os mais de 94 mil moradores tem que contar com apenas duas ambulância que são oferecidas pelo munícipio, para atendimento de saúde 24 horas. O socorro também é prestado pelo Corpo de Bombeiros que atende pelo menos 10 cidades com uma unidade móvel de resgate.

Para o Corpo de Bombeiros, mais duas ambulâncias no atendimento de emergência em Assis e cidades vizinhas, pode garantir a agilidade nos salvamentos. “Quando o Samu começa a atuar na cidade, ele assume parte das ocorrências e desafoga o serviço”, explica o capitão do Corpo de Bombeiros de Assis, Ricardo Justino.

Fonte: G1





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