Falta de investimento reflete na precariedade de hospitais de Assis

A falta de investimento ao longo dos anos e a sobrecarga de alguns hospitais e Pronto-Socorros da região Centro-Oeste fizeram surgir o caos onde deveria haver atendimento de qualidade. Um levantamento do Conselho Regional de Medicina inclui em uma lista o Hospital das Clínicas de Marília e Hospital das Clínicas de Botucatu. Em Assis, Jaú e Bauru, a situação também não é nada animadora.

Em Assis, corredores lotados de macas com pacientes que enfrentam a dor sem a privacidade necessária. A dona de casa Maria Aparecida Alves não conseguiu nem mesmo uma maca e recebe o soro deitada sobre duas cadeiras. Cena que choca quem passa pelo Pronto-Socorro da cidade. “Tem de arrumar esse negócio. Está muito apertado e precisa de mais médicos”, disse.

Pacientes reclamam da superlotação de algumas salas do OS do Hospital Regional de Assis. Um homem recebe soro em uma maca quebrada e está deitado praticamente no chão. No corredor, mais macas com pacientes.

A Secretaria de Saúde de Assis reconhece que há muitos problemas no Pronto-Socorro e informou que a superlotação só irá diminuir a partir de setembro, quando uma unidade de Pronto-Atendimento for inaugurada na cidade.

A situação do local não é diferente da realidade de outras cidades do estado. A estrutura ruim e a falta de médicos são algumas das carências encontradas durante uma fiscalização feita pelo Conselho Regional de Medicina em 71 unidades de saúde pública. E o resultado não é nada animador.





Entre as unidades visitadas estão os Hospitais das Clínicas da região, considerados de referência para o tratamento de casos graves. Em Botucatu e na cidade de Marília pacientes também foram encontrados em macas nos corredores.

“A minha nota é 0 porque eu sou de Vera Cruz e como lá não tem atendimento eu trouxe minha cunhada que tinha uma cirurgia marcada e foi cancelada. Ela foi transferida para o corredor. E o médico disse que tem que esperar entre 4 e 5 dias para conseguir uma vaga e depois o leito. O corredor é um cheiro de urina e são várias pessoas juntas”, contou a cuidadora de idosos, Ana Paula Barbosa, que foi ao HC em Marília.

Para a direção do HC, a superlotação e o comprometimento da qualidade oferecida se devem a falta de estrutura no atendimento básico. Já em Bauru mais descaso. Em uma semana, quatro pacientes morreram no Pronto-Socorro à espera de leitos de UTI em hospitais públicos.

Situação que se estende às Santas Casas. Em Jaú, a fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) encontrou equipes médicas incompletas e sala de emergência inadequada.

A Secretaria Estadual de Saúde na cidade Assis justifica que o estado tem feito a parte dele e que cabe as prefeituras fazerem o mesmo.

Fonte: G1





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