Empresas europeias devem participar, “em princípio”, da construção do trem de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo, afirmou o eurodeputado português Francisco Assis em entrevista.
A declaração foi feita em meio à entrada em vigor provisória do acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Assis citou a construção e as novas tecnologias entre as áreas que podem gerar negócios e parcerias entre os blocos.
O projeto é conduzido pela TAV Brasil. Uma reunião sobre o tema ocorreu no Parlamento Europeu, em Bruxelas, com associações brasileiras, empresários e políticos europeus, segundo a reportagem publicada em 19 de outubro de 2026.

A possibilidade de participação europeia ainda não identifica empresas nem define financiamento ou investimento. O projeto tem previsão de início das obras nesta década e de operação em 2033.
Declaração de Francisco Assis e contexto do acordo
Na entrevista, o eurodeputado português Francisco Assis descreveu o projeto como “muito interessante” e afirmou que empresas europeias devem participar da construção. A expressão “em princípio” usada por ele deixa a declaração condicionada.
Assis mencionou oportunidades para além do agronegócio ao tratar da aproximação entre os blocos. A construção e as novas tecnologias foram apontadas como áreas capazes de abrir espaço para negócios e parcerias.
O eurodeputado também manifestou a expectativa de que o acordo estimule investimentos nos dois sentidos: de empresas europeias na América Latina e de sul-americanos no mercado europeu. A fala relaciona o trem-bala Rio–SP a uma possibilidade de cooperação econômica entre as regiões.
Participação europeia ainda sem confirmação e cronograma do projeto
O projeto do trem-bala Rio–SP, que nunca saiu do papel, ainda está distante da fase de execução, segundo a reportagem. A previsão de início das obras nesta década não significa que os trabalhos já tenham começado.
A operação está prevista para 2033, mas a referência não apresenta datas intermediárias para as etapas entre o começo das obras e a entrada em serviço. O cronograma informado, portanto, reúne apenas a previsão de início da construção e o ano estimado para a operação.
Também não foram detalhados os moldes da eventual atuação das companhias europeias na construção. A declaração de Assis permanece no campo da possibilidade, sem confirmação de empresas participantes ou de um arranjo definido para o projeto.


