Adolescente não quer voltar à escola após ser agredido em Assis

Um adolescente de 16 anos está com medo de voltar às aulas depois que foi agredido por vários alunos dentro de uma sala de aula em Assis.  “Como eu vou voltar para escola se não tenho segurança de entrar na escola e sair bem”, declara o aluno, que preferiu não se identificar.

Segundo testemunhas da confusão, a briga aconteceu no horário do intervalo. Ainda de acordo com os alunos, o adolescente foi empurrado por outros estudantes, que logo em seguida voltaram em maior número para bater nele. Os inspetores e as colegas do menino conseguiram impedir que o resultado da briga fosse pior.

“Os meninos queriam pegar um pedaço de ferro para bater mais ainda nele”, conta uma das meninas que ajudou a acabar com a confusão. Ela preferiu não se identificar. Outra colega, que também não quis se identificar, falou que foram muitos estudantes que entraram na briga. “Foi uma covardia, um monte de gente batendo em uma pessoa só”, afirma.






A mãe do estudante está assustada com o que aconteceu com o filho. Além de registrar um boletim de ocorrência na delegacia, ela vai mudar o filho de escola. “Estou em choque, então imagina como meu filho está. Ele não tem condições de voltar à escola. Você nunca acha que isso vai acontecer com um filho seu, ainda mais o meu filho que é uma pessoa calma. Você quer entender o que aconteceu, mas, não tem explicação”, ressalta Dulcinéia.

Funcionários do Conselho Tutelar de Assis estão apreensivos com esse tipo de ocorrência dentro das escolas. “É muito preocupante. Vem crescendo o número de incidentes nas escolas. Muitos alunos, por falta de estrutura familiar, chegam a escola e se envolvem em ocorrências tanto no interior das escolas quanto fora delas, são brigas marcadas”, lamenta o presidente do órgão, Sérgio Domingues Vieira

Nenhum representante da escola quis gravar entrevista, mas a direção informou que todas as medidas já foram tomadas. Entre elas, uma reunião com os pais dos alunos envolvidos na briga e a suspensão de alguns estudantes.

Fonte: G1






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