Casas de programa federal estão com infiltrações em Assis

O sonho da casa própria está virando pesadelo para os moradores em Assis. Em pouco mais de um ano, quem recebeu financiamento do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal, trocou o aluguel pela infiltração. A chuva da semana passada mudou a cor das paredes: de branco para verde. Até a saúde dos moradores ficou comprometida.

São doze casas iguais construídas na mesma rua pela mesma construtora no bairro Nova Assis. Só que em mais da metade, os problemas também são os mesmos: as infiltrações nas paredes. “As infiltrações estão minando água pela tomada. Molha o cobertor e não tem condições. Daí eles vêm e falam que vão consertar, mas nunca chega este dia”, comentou a dona de casa Daniele Medeiros Andrade. O ajudante geral Eliseu Santos de Campos tem dois filhos pequenos e disse que todos na família já sofrem com as condições da casa. “Tá complicado, muita infiltraçã. Toda vez que chove é a mesma coisa. Está difícil até para respirar. As duas crianças pequenas que temos estão sofrendo com isso”, disse.

Na casa do Paulo Sérgio Alves, o problema é ainda maior. Ele investiu cerca de R$ 300 para colocar gesso na sala e nos quartos, mas com as infiltrações ele acredita que já perdeu o dinheiro. “Eu coloquei gesso na casa há quase um ano. Com as infiltrações eu praticamente perdi o gesso. Se eles vierem mexer aqui, quebrar a parede, então vou perder tudo”, explicou.






A primeira coisa a fazer, segundo os especialistas, é notificar por escrito para a construtora as falhas apresentadas na estrutura. Depois, procurar o Procon e, se for o caso, acionar a Justiça.

“De uma forma geral, o Código de Defesa do Consumidor, no artigo 20, prevê expressamente que todo fornecedor de prestação de serviço tem que garantir a qualidade do serviço que presta. E o serviço da construtora foi construir aquela casa, então, ela tem que garantir a qualidade do imóvel. Tem que responder por isso e tem direito à reconstrução do serviço e consertar tudo. Também pode desfazer o contrato e pedir o dinheiro de volta com um abatimento”, informou a representante da Comissão dos Direitos do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Daniela Dias Baptista.

Os moradores financiaram as casas em mais de 20 anos, mas alguns já temem pelo futuro das residências. “Por enquanto nada. Por isso a gente tem que dar os nossos pulos. Você imagina que as prestações são para 22 anos e, se já está assim com dois anos, imagina quando tiver quatro anos e meio. Vai desmoronar tudo”, contou o aposentado João Pereira da Silva.

Os responsáveis pela construtora das casas informaram que não foram notificados por nenhum morador das infiltrações apresentadas e, que o período de chuva, foi atípico. Ainda informaram que assim que o período de estiagem voltar irá enviar um engenheiro para que avalie o que e de responsabilidade da construtora para fazer os reparos necessários.

Fonte: G1






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